Sejamos francos, quem é que hoje em dia conhece realmente o significado
do verbo amar?
Fazemos parte de uma
geração em que amar é chato e só dá dores de cabeça! Já para não falar que, para começar, gastamos dinheiro em cafés,
lanches, jantares e álcool como incentivo ao primeiro beijo e desculpa para
alguma adversidade. Pesquisamos no Google “técnicas de engate”!; recorremos a sites de moda,
talvez o problema esteja na nossa roupa, no corte de cabelo ou falta de
maquilhagem a tapar as imperfeições. Instalamos um miniginásio
em casa para abater as banhas e a chata da celulite que teima em não nos
abandonar. Mas ainda não foi desta; pffffff.., fazer o nosso amor ser correspondido é uma missão (quase) impossível. Até que, sem quê
nem para quê, rolam uns beijos e todas as incertezas dão fruto a uma
felicidade. Felicidade efémera. O dinheiro gasto em cafés, lanches,
jantares, maquilhagem, roupa e
no álcool milagreiro valeu a pena, finalmente! Somos invadidas pelo sorriso parvo que desde logo nos denuncia.
Acreditamos que temos um verdadeiro amigo ao nosso lado, ainda que se vá colorindo a amizade durante uns momentos. Não há
aquele amor imenso, arrebatador e esmagador. Mas há uma pontinha de
interesse e isso basta-nos, porque nos habituámos a contentar com pouco mesmo
que se tenha batalhado durante dias, semanas ou mesmo meses. Quando gasta a saliva
e o stock de preservativos,
apercebemo-nos que afinal não passámos de um amor de conveniência.
O dinheiro que um dia gastámos em cafés passou a ser gasto em tabaco.
Um, dois, três, quatro cigarros… O tabaco é milagroso, ajuda a acalmar e sempre poupamos
a louça e as paredes lá de casa - não queremos acrescentar novos pratos e copos às despesas; Bebemos para esquecer e os óculos de sol passam a ser os nossos
melhores amigos para esconder os olhos inchados de tanto chorar. Contas feitas, o amor custou-nos dinheiro, horas de sono, e maus vícios. Tempo de enxugar as lágrimas, e vamos amar à século XXI.. não amando!
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